Uma das entrevistas mais legais *_*

Felipe-Brandão

 

Entrevista para a revista Toda Teen.

De Pedro Bandeira a Monteiro Lobato, as lembranças da infância de Felipe Brandão – jornalista – são sempre relacionadas à livros. O garoto cresceu, foi trabalhar em uma livraria, descobriu novos autores e, como ele mesmo afirma: “Abracei a ideia do livro e a vida me devolveu experiências incríveis“.

Agora Felipe Brandão é coordenador da área digital de uma editora de livros e acabou criando o projeto “Esqueça um Livro“. No começo, despretensioso, mas que está ajudando diversas pessoas a terem mais contato – talvez o primeiro –  com a leitura.

tt: Como surgiu o seu interesse pelo tema? Como foi o seu primeiro contato?

Felipe: Não lembro exatamente o momento em que me interessei pela leitura. Mas quando penso em minha infância, alguns momentos com livros me vem a memória. Lembro de ter ganhado de uma professora o “Meu pé de laranja lima“. De estar deitado no chão da sala lendo “A ilha perdida“, da coleção Vagalume. Da minha fascinação por Pedro Bandeira, em especial “A marca de uma lágrima“. E das histórias que minha mãe adorava contar doMonteiro Lobato. Ela morreu quando eu tinha sete anos, mas sempre que penso nela, ela está com um livro nas mãos.

tt: E a ideia do projeto, como nasceu? É a primeira vez que você faz algo do tipo?

Felipe: Sempre fui apaixonado pelo BookCrossing – que é este conceito de esquecer um livro para alguém. A ideia surgiu nos EUA e logo se espalhou pelo mundo. Essa vontade de fazer algo parecido sempre esteve presente. Fiz alguns “esquecimentos” há alguns anos, mas o projeto mesmo aconteceu quando resolvi criar a página no Facebook, no ano passado, e contar minha experiência. Quando criei a página no Facebook minha ideia original era contar minha experiência com BookCrossing e conseguir adeptos. De repente o projeto foi crescendo, ganhando forma e se espalhando. Estou extremamente feliz com os resultados, ouvindo histórias de pessoas que se sentem impactadas com o “Esqueça um livro“.

tt: Para você, qual é a importância da leitura na vida das pessoas?

Felipe: A leitura é extremamente importante! Ela amplia horizontes, nos faz ir além de nossas próprias pernas, nos faz acreditar que é possível sonhar e ser quem queremos ser. É impossível ler determinados livros e não nos sentirmos impactados. Como escreveu Mário Quintana: “Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”.

tt: Se pudesse criar um projeto aprovado pelo governo para incentivar a leitura, como ele seria?

Felipe: Acho que cada criança/adolescente teria o direito de escolher um livro, pelo menos, para ler por mês. Um livro que realmente queira ler e custeado pelo governo. O importante é incentivar o jovem à leitura e deixá-lo tomar suas próprias escolhas, sem preconceitos literários e trilhar o seu próprio caminho.

tt: Você já pensou em escrever algum livro?

Felipe: Tenho um livro infantil escrito e que está em fase de negociação com uma editora. Várias histórias borbulham na minha cabeça todos os dias, quem sabe mais pra frente escreva mais. Acredito que escrever purifica a alma, acalma o coração e enche a vida de esperança. Então, mesmo que seja só pra você, vale a pena desenvolver o hábito da escrita.

tt: Você pensa em uma próxima edição do “Esqueça um livro”?

Felipe: Sim, quero criar mais intervenções urbanas, pois acho que esta é uma maneira de voltar os olhares para a leitura. Dizem que o brasileiro não gosta de ler, mas no último evento, mil livros esquecidos desapareceram em menos de 15 minutos. Será que não é também uma questão de oportunidade?

tt: Qual momento mais inusitado você já passou envolvendo o projeto?

Felipe: Acho que o momento mais marcante foi ver centenas de pessoas que eu não conhecia durante o evento. Ver que uma ideia simples pode trazer um efeito positivo.Pessoas de todas as idades estavam lá para esquecer e encontrar livros. Um senhor veio de Osasco com o carro repleto de livros. Uma senhora de oitenta anos levou 5 livros para esquecer. Um grupo de jovens estava lá, animados para esquecer. Famílias inteiras foram ao evento como uma data especial. Isso tudo é emocionante e gratificante. Inusitado e especial.

“No final, todos nós saímos ganhando. Quem não pode comprar hoje, encontra um livro, quando puder comprar, esquece pra quem não pode. Uma corrente do bem que nunca deve acabar”, finaliza.

Se quiser ler no site da revista, clique aqui.

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Sobre Felipe Brandão

Sou jornalista, apaixonado por livros, séries, música, viagens e comportamento. Acredito na magia dos encontros verdadeiros e que escrever purifica a alma, acalma o coração e enche a vida de esperança. Em 2013, criei o @EsquecaUmLivro e desde então tenho tido experiências incríveis. Você também pode me encontrar nas redes sociais como @EuFeBrandao.
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