A geografia da felicidade

Você é do tipo que lê a palavra “felicidade” na capa de um livro e já corre? Se sim, este texto é pra você. Sabemos que a felicidade tornou-se um recorrido tema utilizado em livros de autoajuda, onde se vendem formulas e passos para alcançá-la. O assunto tornou-se tão descartável que muitos o desprezam só pela capa. Mas estaríamos todos angustiados em busca da tal felicidade?

Este é exatamente o assunto do livro do jornalista americano Eric Weiner, que acostumado a cobrir guerras e tragédias, resolveu apostar no outro lado da história. Considerado mal humorado por seus amigos, ele sempre se denominou um infeliz assumido, mas resolveu reinventar-se escrevendo um livro divertido, irônico, recheado de informações, num texto ágil e jornalístico.

Em A geografia da felicidade, lançado pela Editora Agir, Eric percorreu os quatro continentes para descobrir os segredos da alegria de viver. Em sua viagem pelo mundo, ele agrupou países que possuem fatores considerados motivadores de felicidade, como: dinheiro, clima agradável, cultura, educação, espiritualidade, dentre outros. A partir daí, começa uma busca intrigante sobre o significado real da palavra felicidade.

Seríamos mais felizes se morássemos no Butão? Lá, o rei prioriza o que eles chamam de Felicidade Nacional Bruta, algo que é medido e analisado como o PIB. Ou talvez, na Islândia? Onde os índices de Educação são altíssimos e o número de desemprego quase nulo. Seríamos mais felizes num lugar diferente do atual?

Nesta jornada, o jornalista vai além de questionamentos superficiais e esclarece que esse tipo de contentamento que buscamos é realmente impossível. É uma busca sem propósito que o filósofo André Comte-Sponville chamou de desesperança. Você pode percorrer o mundo todo, mas certamente só poderá ser efetivamente feliz no seu próprio lugar. Conseguiríamos viver mais felizes senão buscássemos tanto a felicidade? A obtenção do prazer material e a ausência da dor são suficientes para promover a sensação de bem-estar? A felicidade é uma emoção ou uma atitude? Eric nos deixa muito mais questões do que respostas, o que torna A geografia da felicidade um livro irresistível.

Este livro me inspirou a criar uma lista de coisas que me faz feliz. Vamos criar juntos?

Capa original

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Sobre Felipe Brandão

Sou jornalista, apaixonado por livros, séries, música, viagens e comportamento. Acredito na magia dos encontros verdadeiros e que escrever purifica a alma, acalma o coração e enche a vida de esperança. Em 2013, criei o @EsquecaUmLivro e desde então tenho tido experiências incríveis. Você também pode me encontrar nas redes sociais como @EuFeBrandao.
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