“Esqueça um livro” com Ivan

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Um cara que entende as mulheres. Assim definem minhas amigas que leem o Ivan Martins todas às quartas no site da Época. Ele diz não se importar e acha curioso seus textos fazerem tanto sucesso nas mídias sociais.

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Nascido em 1960, em São Paulo, na Penha. Mesmo ano em que Nelson Rodrigues publicava O beijo no asfalto e nascia Peter F. Hamilton, premiado autor de ficção científica, um dos gêneros preferidos de Ivan.

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Os livros sempre estiveram presentes em sua vida. Desde a leitura de Tarzan na infância às leituras escondidas de Jorge Amado na Adolescência. Sua irmã mais velha escondia os livros, pois achava que Gabriela, cravo e canela, Dona Flor e Tieta do agreste eram eróticos demais para ele. Não contente, revirava a casa até encontrá-los.

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Em sua estante tem livros que nunca leu, pois ainda não encontrou o momento certo. Relembra que aos 14 anos tentou ler Crime e castigo, mas que não conseguiu sair da primeira página. Livro que só revisitou aos 30 anos, quando finalmente conseguiu terminar a leitura. Acredita que os livros devem ser relidos, pois é neste momento que você visita a pessoa que você foi quando leu, revivendo sensações e sentimentos.

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A primeira vez que sentiu o peso da morte na arte foi com o falecimento de Tom Jobim. A sensação de que ele não produziria mais nada a partir dali foi devastadora. A mesma sensação o visita com as obras de autores que admira, como Mario Benedetti, falecido em 2009, e Philip Roth, que diz ter desistido da escrita.

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Atualmente lê vários livros ao mesmo tempo, O sermão sobre a queda de Roma, O que você é e o que você quer ser, The Foundation series e uma biografia do Papa Francisco. Sobre sua paixão por ficção científica destaca a série Fundação, Eu, robô, 2001, uma odisseia do espaço e O fim da infância.

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Atento as listas de mais vendidos, diz não ser influenciado pelas leituras do momento. Leu apenas algumas páginas de 50 tons de cinza, mas acha interessante as mulheres estarem lendo mais sobre elas.

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Acredita que vivemos um momento onde as leituras são fracionadas, onde cada dia se lê um pouco de um mesmo livro. No entanto, é o tipo de leitor que gosta de sentar e ler por horas um mesmo livro, adentrar com os dois pés na história.

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Esquecemos La borra del café, de Mario Benedetti, livro que comprou em Buenos Aires, em julho de 1998. Diz que conheceu Benedetti através de uma antiga paixão e desde então não largou mais. Escolheu “esquecer” um livro em espanhol, pois acha que a leitura pode nos proporcionar o aprendizado/curiosidade de um novo idioma.

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“Mas existe verdadeiramente outro rumo? Na verdade, só existe a direção que tomamos. O que poderia ter sido já não conta.” Mario Benedetti.

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Sobre Felipe Brandão

Sou jornalista, apaixonado por livros, séries, música, viagens e comportamento. Acredito na magia dos encontros verdadeiros e que escrever purifica a alma, acalma o coração e enche a vida de esperança. Em 2013, criei o @EsquecaUmLivro e desde então tenho tido experiências incríveis. Você também pode me encontrar nas redes sociais como @EuFeBrandao.
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